AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eu só quero que meu filho fale …


Eu só quero que meu filho fale …



A comunicação de uma criança começa com seus primeiros choros e gradativamente se expande para também incluir expressões faciais, gestos e, por último, a fala.



A linguagem é muito mais do que simplesmente falar. A partir do dia em que a pessoa nasce, mãe e filho se comunicam através de conversas com olhares, sorrisos e linguagem corporal. A criança reage à voz da mãe e ao som do seu coração.



Quando a fala aparece, as primeiras palavras são substantivos (biscoito, suco, cachorro, copo) e são objetos familiares à criança.



A criança gosta de cantar músicas familiares e repetitivas, com rimas e melodias com seus cuidadores, o vocabulário cresce a cada semana e quando a criança já tem um repertório expressivo em torno de 50 palavras (substantivos que nomeiam coisas do seu ambiente direto) a criança começa a colocar substantivos e verbos juntos para formar frases de duas ou mais palavras, daí então a criança passa a adicionar em suas frases adjetivos e às vezes, preposições.



A completa maturidade da linguagem não acontece antes da adolescência, e possivelmente até depois dela. A linguagem usada numa função exploratória é a base para o pensamento, o maior implemento para o crescimento intelectual, porém essa linguagem não reside somente na oralidade.



É assim que se desenvolve a comunicação, e para uma criança com transtorno ou atraso no desenvolvimento deve-se “preencher” estas etapas para que a comunicação, e não somente uma fala desconecta, se desenvolva.



E por que nós nos comunicamos?



A capacidade de comunicação (seja qual for o meio de comunicação) permite que a pessoa expresse suas necessidades, suas emoções e é um canal para entender as pessoas e o mundo à sua volta de uma maneira que pode diminuir sua ansiedade e ampliar seus limites ao longo do tempo.



A comunicação é o meio mais comum de interação, porém nós temos sete finalidades distintas para a comunicação:



1. Instrumental: para satisfazer necessidades e desejos -“Eu quero água.”



2. Regulatória: para controlar o comportamento dos outros e o próprio – “Vamos combinar como nós vamos resolver qual o próximo filme que nós vamos todos assistir”; “Cada vez que você sentir que vai explodir, conte até dez.”



3. Interacional: para estabelecer e manter contato com outras pessoas – “Me conte da sua viagem à praia enquanto fazemos compras no supermercado.”



4. Pessoal: para expressar escolhas, assegurar-se e tomar responsabilidade – “Eu quero vestir a blusa de cor azul”; “Eu estou triste, preciso contar o que aconteceu na escola hoje”; “Eu posso conversar com meu colega amanhã e resolver este problema”.



5. Aprendizado: para fazer perguntas e receber informações – “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”



6. Imaginação: para criar imagens e padrões, imaginar – “Vamos imaginar o que aconteceria se só tivesse chocolate para comer”.



7. Representadora: para passar informações a outros, para falar sobre idéias – “Vamos debater como poderíamos dar nossa contribuição para uma sociedade mais gentil”.



Porém, nem para a linguagem instrumental só falar basta, é necessário que a pessoa também entenda os princípios básicos da comunicação que envolvem a existência de um emissor e receptor, tom de voz, ritmo e entonação.



Para a comunicação social é necessário ainda mais, é preciso que se reconheça e se entenda linguagem não-verbal, interesses e tudo o que vai nas entrelinhas de uma relação interpessoal.


Bibliografia:


Moor, Julia (2006) – Playing, Laughing and Learning with Children on the Autism Spectrum – A Practical Resource of Play Ideas for Parents and Carers

Healy, J. (1987) - How your child’s growing Mind - Brain Development and Learning from Birth to Adolescence.

Hannaford, Carla (2005) - Smart Moves - Why Learning Is Not All In Your Head.

Hirsh-Pasek, Kathy; Golinkoff, Roberta (2004) - Einstein Never Used Flash Cards - How Our Children REALLY Learn - And Why They Need to Play More and Memorize Less

http://www.umavozparaoautismo.blogspot.com.br/2010/09/eu-so-quero-que-meu-filho-fale.html
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