AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Acomodações Sensoriais para a retirada de fraldas




A retirada de fraldas é uma questão que atormenta a cabeça de pais e cuidadores de autistas.
É relatado com um dos períodos mais difíceis, se não o mais difícil de todos.

Eu não tive dificuldade alguma, graças! Aos 2 anos e meio ele já estava treinado!
Foi uma fase trabalhosa como a de qualquer criança, mas que em pouco tempo estava dominada.
Como ocorreu comigo?
Eu acredito e sempre falo que para qualquer etapa com nossos filhos a 1ª coisa necessária é aATITUDE E DETERMINAÇÃO para fazer o que se propõe e ser bem sucedido.

A terapeuta ocupacional Sônia Falcão também enfatiza a necessidade da determinação pessoal para a tarefa da retirada de fraldas neste link e dá dicas maravilhosas sobre a metodologia do processo desta retirada. 

Eu não trabalhava fora e acho que isto também facilitou o processo simplesmente por eu ter mais tempo para observar o jeito e os hábitos de meu filho.
Existem comportamentos característicos da criança como se isolar e fazer uma cara diferente quando ela está fazendo suas necessidades, principalmente o nº 2.
Nestes momentos eu pegava ele, mesmo que já tinha dado início a atividade e saía correndo para colocá-lo no troninho. Era firme, dizia que era aquele lugar que ele deveria usar para não ficar sujo e nem fedendo. Em pouco tempo começou a usá-lo sozinho.
Com o xixi foi mais fácil ainda. O deixava sem fraldas, ocorreram alguns acidentes, mas logo aprendeu onde deveria ir.

Uma parte que acho essencial é haver a regularidade gastrintestinal: criança sem diarréia ou prisão de ventre, que evacue regularmente, que consiga entender a sensação dos movimentos peristálticos e a vontade de urinar.
  É necessária a observação do cuidador para saber em que horários isto acontece.
Se a sua criança tem problemas gastrintestinais que dificultam a educação do treino do uso sanitário, aconselho a pensar em implementar a dieta que falo no blog Cozinha sem Glúten e sem Leite.
Meu filho por exemplo, quando ocorre algum deslize na sua dieta comendo alimento que não é permitido por ser alérgico, perde totalmente a sinalização cerebral que lhe dá o controle urinário. 

A partir daí, o livro Building Bridges Trough Sensory Integration dá dicas muito legais para ajudar nesta fase:

- Deixe sua criança sem fraldas para que ela comece a entender a sensação de estar molhada. Isto gerará consciência de consequência e sequência.

- Se a sua criança usa fraldas, isto drena a sensação de outros sentidos: minimiza o olfato por exemplo e a sensação do tato é diferente.

- A criança pode ser sensível ao toque do papel higiênico. Tente lenços umedecidos para a limpeza.

- Tente fazer o assento no vaso sanitário o mais seguro possível:

* Use um redutor de vaso sanitário; crianças podem achar como um buraco negro!
* Coloque um banquinho embaixo de seus pés para dar apoio; crianças podem se sentir diante de um abismo!
* Coloque um colete pesado (material usado para aumentar a propriocepção) para possibilitá-lo a ficar mais tempo sentado;
* Dê apoio para as mãos, algum local que ele possa se segurar muitas podem ter dificuldade de equilíbrio;
* Use distratores como livrinhos e revistas;
* Use um assento acolchoado;

- Talvez a luz seja muito forte, diminua-a;

- Talvez o barulho da descarga assuste. Use abafadores no ouvido, abaixe a tampa antes dde dar a discarga, isto diminui o barulho, coloque uma musiquinha de fundo;

- Talvez a criança se incomode com o cheiro forte. Inicie um programa de desensibilização de odores;

- Retire a fralda com a sua criança já sentada no troninho;

- Use auxiliadores visuais (rotina em figuras) e histórias sociais para ajudá-la a entender a questão;




Faça este momento o menos estressante possível.


http://claumarcelino.blogspot.com/2011/11/acomodacoes-sensoriais-para-retirada-de.html


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