AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

TATO




O sistema tátil refere-se aos receptores na pele que enviam estímulos para o sistema nervoso central. A estimulação dos receptores registra o toque leve, o de pressão, assim como frio, calor e dor (King, 2002a). O sistema tátil é o primeiro sistema sensorial a desenvolver e é necessário para o desenvolvimento e sobrevivência (Yack et al., 2002).
Crianças no espectro autista exibem, frequentemente, uma sensibilidade excessiva ao toque (Field, 2001). Esta sensibilidade é o sintoma mais comum de um sistema tátil ainda imaturo , e é referido como hipersensibilidade tátil. Alguns exemplos são o bebê ou criança que chora ao ser pego no colo, os que evitam ou se perturbam quando lavam, escovam os cabelos, aversão à escovar os dentes. Problemas de alimentação e de fala também pode resultar da sensibilidade e em torno da boca.

Devido à sensibilidade excessiva ao toque, a criança está constantemente em alerta, o que torna difícil para ela interpretar qualquer outro estímulo que venha do ambiente, mesmo que processado por outro sistema sensorial. Ou seja, a criança tem dificuldade em prestar atenção a qualquer outra coisa até que ela saiba o que toca ou possa tocá-lo (Hoekman, 2005). Isto leva a defensiva tactil, o que faz com que a criança reaja negativamente ou emocionalmente ao toque de outra pessoa (Ayres, 1979). A criança pode chorar, esfreguar a área tocada, ou reagir agressivamente. Uma pressão firme e até mesmo toque prolongado pode ajudar a reduzir hiper-reação ou reação exagerada ao toque.

As crianças também podem ser sub-reativas ao toque, referido como hiposensibilidade tátil, o que provoca uma intensa necessidade de tocar em tudo ou uma falta de vontade de tocar em qualquer coisa que não for familiar (Hoekman, 2005). Eles podem precisar de estímulos mais intensos, a fim de registrar o toque. Estas crianças não recebem informações sobre onde eles estão sendo tocados, o que inibe a consciência corporal e interfere com o planejamento motor. Hipossensibilidade ao toque também pode impedir movimentos orais durante a alimentação e a
produção da fala (Yack et al., 2002).

As crianças também podem variar entre hipersensibilidade e hiposensibilidade conforme a área do corpo. A criança pode ter reações exarcebadas ao toque no corpo mas buscar mais estímulos tácteis na região da boca; ou o contrário, ser hiposensível no corpo e extremamente sensível na região da boca.

Além disso, ao longo do dia, o sistema tátil pode mudar devido a diferentes experiências sensoriais que a criança precisou processar naquele dia.É importante compreender este processo ao interagir com uma criança que se teve uma reação dramáticaao que parece não haver uma razão desconhecida.
 
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