AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

domingo, 16 de outubro de 2011

A AUDIÇÃO!


"O ouvido é um órgão sensorial muito mais complexo do que os outros órgãos sensoriais" (Moller, 2006, p.1). nosso sistema auditivo inclui nossos ouvidos e sua complexa via auditiva central, terminando no córtex dos lobos temporais do cérebro. As principais partes deste sistema são o ouvido externo, médio e interno e o sistema nervoso central (Yost, 2002). O sistema auditivo recebe, codifica, transmite e decodifica sinais sonoros que nos permitem processar instruções e informações (Lawrence, 1971). É aqui que o som é analisado, principalmente para a freqüência de filtragem (Yost, 2002). Como parte deste processo, a informação desnecessária é descartada (Lawrence, 1971).
Crianças no espectro autista podem ouvir todos os sons no mesmo nível e ficarem sobrecarregadas e confusas por todas as informações auditivas, o que torna difícil para elas atender e acompanhar o que alguém está dizendo a eles. Ou seja, elas são incapazes ou tem grande dificuldade em filtrar informações inúteis e prestar atenção ao que é mais importante em uma determinada situação, como no que está sendo falado versus ruidos do ambiente (Hoekman, 2005). Elas podem ser hipersensíveis a certos sons, fazendo com tampem os ouvidos ou façam ruídos para bloquear o som. Quando isso acontece, elas estão, obviamente, impedidas de prestar atenção a qualquer estímulo auditivo. Algumas crianças podem até parecer estarem concentrandas em algo à distância, ou "desligadas" com o objetivo de ajudar o cérebro a processar ou bloquear os estímulos recebidos.

Algumas crianças são hiposensíveis aos estímulos auditivos, fazendo com que não respondam aos estímulos que os outros normalmente responderiam. Estas crianças podem não reagir ao que lhes é falado até que a pessoa que fala com elas repita a mensagem três, cinco ou mais vezes. Nestes casos, gestos e linguagem dos sinais, assim como figuras podem ser adicionados na comunicação para facilitar o entendimento a fim de obter uma resposta. Por exemplo, o adulto pode apontar para a cadeira ou produzir o sinal para "sentar" acompanhando o comando verbal, assim facilitando o entendimento da criança.

É importante estar atento a velocidade que esperamos que a crianca responda, muitas das crianças tem um tempo de processamento da informação mais lento, isso quer dizer, que entre receber o estímulo auditório, codificar, trasmitir, dar o significado, enviar a resposta para os músculos, estes se moverem em direção da ação, pode levar um tempo maior do que estamos acostumados. Por isso, é importante não bombardear a criança com a repetição do comando, e respeitar o tempo de resposta necessário para que ela se organize e tome uma ação.

É importante entender que a mesma criança pode apresentar esses dois tipos de comportamentos para informações auditivas diferentes no mesmo dia ou ser capaz de receber uma certa quantidade de informações auditivas sem dificuldade num dia, mas não no próximo. Isso é muitas vezes confuso para pais, professores e outros profissionais. A diferença de comportamento é causado pela quantidade de informações sensoriais que a criança teve ao longo do dia, isto é, estímulos sensoriais tem efeito cumulativo.

Comportamentos sensoriais


Os seres humanos precisam de grandes quantidades de estimulação sensorial, a fim de organizar estímulos simples em informações complexas ou percepções. A maior parte destes estímulos vem do sistema vestibular, proprioceptivo e tátil, e numa medida menor, do sistema auditório. Não é de estranhar, portanto, que muitos dos comportamentos exibidos por crianças no espectro autista, como girar, balançar o corpo, mover-se em busca de ritmo e pular estão relacionados a esses sistemas, que são as principais fontes de entrada. Isso, porque, estes comportamentos são a tentativa da criança para se sentir mais organizada e calma (King, 1991).
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