AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Método ABA para autista

ABA - Análise Aplicada do Comportamento


A ABA – análise aplicada do comportamento - é uma abordagem para trabalhar com o comportamento do autista e ensinar-lhe novas habilidades concentrando-se em aumentar os comportamentos que apresentem desafios para o autista e diminuir aqueles inapropriados ou repetitivos. Concentra-se em observar, medir e avaliar as ações do individuo assumindo que o comportamento é controlado pela mudança do ambiente e a mudança pode ser alterada com a manipulação deste ambiente.
O termo (ABA) “Applied Behavior Analysis” se refere a um campo de pesquisas e análises que está sempre se desenvolvendo e ampliando por varias décadas. Facultativos da ABA usam várias abordagens para criar uma mudança no comportamento dos autistas avaliando o progresso e sistematicamente modificando e fazendo intervenções no programa.
Existem varias técnicas que podem ser usadas com o ABA como Tentativas DiscretasComportamento Verbal e outras.
É necessária uma estrutura básica para ensinar novas habilidades incluindo: Modelar, Prompting, reforço e reforço diferencial.

Concepções importantes

Modelar: É um processo que gradualmente modifica o comportamento existente na criança até atingir o comportamento que é esperado. Isto é feito ajustando o requerimento antes do reforço ser dado.

O que é “Prompting”:
É uma técnica que ajuda o estudante a obter a resposta correta. Durante a seção você oferece uma tarefa e o estudante pode necessitar de ajuda para obter a resposta correta.
Você usa o “Prompt” não só para oferecer a resposta correta, mas também para o estudante se sentir bem com a suas respostas acertadas quando receberá um reforço. Ao se sentir estimulado e recompensado, ele terá mais probabilidade de dar respostas independentes na próxima vez. Esta independência irá surgir gradualmente diminuindo o “Prompt”. É importante prestar atenção para não deixar a criança dependente dos estímulos do “Prompt”.
 Mesmo usando o “Prompt” será necessário um reforço para encorajar a resposta certa.
Há vários tipos de “Prompt”:

“Prompt” Físico: É quando você fisicamente ajuda o estudante a encontrar a resposta certa. Exemplo: Você diz “toca o nariz” e o ajuda fisicamente a tocar o nariz. Imediatamente ofereça um reforço.

“Prompt” Verbal: É quando você diz a resposta que deseja ouvir do estudante. Exemplo: Você diz “O que é isso?” e dá a resposta “copo” e a criança diz “Copo”. Imediatamente ofereça um reforço.

“Prompt” Modelo: É quando você modela o comportamento que você quer que a criança tenha. Você mesmo pode fazer ou a terapeuta, ou outra criança alternando. Exemplo: “Toque o nariz” você toca o nariz para mostrar e o estudante imita. Imediatamente ofereça um reforço.

Prompt Posicional”: Quando você deixa o objeto perto do estudante tornando possível para ele pegar o objeto. Exemplo: Você diz “Toque o carrinho” e o carrinho é o objeto mais próximo tendo, assim, mais probabilidade de escolher aquele objeto. Imediatamente reforce.
Lembre-se: o objetivo é usar o “Prompt” e, com o passar do tempo, ir diminuindo devagar, para a criança não ficar dependente dele e então começar a responder sem o “Prompt” Para  diminuir o uso do “Prompt” você deve usá-lo com menos ênfase a cada sucesso até não necessitar usá-lo mais. Também pode dar pausa de 30 segundos com cada processo entre seções e o seu “Prompt”.

O que é reforço?   
O sucesso do programa ABA especialmente no começo irá depender do impacto do reforço. O reforço será importante para modular o comportamento correto. Proporciona uma gratificação pelo comportamento correto e um lembrete do bom comportamento. Exemplo: Se eu sentar nesta cadeira eu receberei o reforço. Com isso o estudante se lembra do comportamento que é esperado dele. Diferente de suborno que seria “Quando eu bato a cabeça e paro eu recebo um reforço”. O estudante se lembra do comportamento negativo.

O que pode ser usado como reforço. Qualquer coisa que o estudante escolha e goste como: Bala, comida, brinquedo, adesivos, ouvir musica, dar uma volta, jogos, eventos e outros.

Como achar o reforço. Observando o estudante, o que ele gosta, deseja. Se tiver duvida pode expor a ele várias coisas diferentes que você ache que poderiam ser usadas para reforço. Alguns podem necessitar de ajuda de como usar o brinquedo e como seria bom brincar com isso e, assim, podem se interessar em receber esse reforço. Ao achar o reforço esconda-o e só dê acesso em alguns momentos e para certos comportamentos. Os melhores reforços são os que o terapeuta pode controlar. Exemplo: Bolinha de sabão - o terapeuta segura o frasco que contem as bolinhas de sabão e assopra as bolinhas.
Cada reforço terá um diferente preço. Alguns são bons e outros são excelentes. É importante ter uma boa variedade deles. Uso o bom reforço para um bom comportamento e o reforço excelente mais valioso para o comportamento excelente.

No começo do programa o reforço é dado freqüentemente a todo minuto pela ausência do comportamento que gera interrupções. Mais importante: à presença de um comportamento apropriado deverá resultar em um reforço maior (excelente).

 

Reforço Diferencial:

Toda seção deve ter conseqüência (C) ou opinião imediata (feedback). O final ou conseqüência é a sua resposta imediata ao comportamento do estudante.

 

 Técnicas para Reforço Diferencial devem ser usadas para modelar o comportamento esperado do estudante. Diferentes reforços oferecem informações sobre a qualidade da demonstração do comportamento.  Respostas espontâneas receberão um reforço excelente, resposta com “Prompt” receberão reforço menor ou moderado (Diga “Boa tentativa” ou ofereça uma boa recompensa).

Respostas incorretas, mas com boas tentativas, ganham um reforço pequeno. Seja natural e modele a linguagem para o estudante.
 Exemplo:
“Fale Claramente”, “Você precisa olhar”, “mantenha a mão na mesa”.

Tabela Diferentes Reforços

Correto + Boa atenção = excelente reforço
Correto + pouca atenção = pequeno reforço
Incorreto + boa atenção = Recebe suporte “Boa Tentativa”
Não responde = depois de 2-5 segundos você pode usar o “Prompt”, oferecer sua opinião, informação, cessar a tarefa.
Comportamento inapropriado = Se estiver mostrando este tipo de comportamento, como sair da cadeira, movimentos repetitivos com o corpo ofereça informação, corrija o comportamento, cesse a seção.


Vamos mostrar um resumo do “Discrete Trial” (Tentativas Discretas) uma das abordagens mais populares usadas no ABA.

“Discrete Trial” (Tentativas Discretas)
É uma abordagem especifica que ensina varias habilidades como cognição, brincadeiras, comunicação, socialização e outras. Esta estratégia envolve:
1)      Construir as habilidades em pequenos passos
2)      Ensinar cada passo da habilidade intensamente até que seja aprendido
3)      Oferecer muitas repetições
4)      Sugerir a resposta correta e diminuir as tentativas de especulação assim que puder.
5)      Usar procedimentos com reforço positivos

Uma seção de ABA tem repetições de procedimentos com começo, meio e fim. Cada conceito da habilidade ensinada deve ser aprendido totalmente para que se possa ensinar outra habilidade.
Pouca informação é dada à criança e, ao obter resposta, deve-se dar um reforço ou não reforçar (a depender da resposta).

Princípios do ABA
        1ª                    2ª                    3ª
        Antecedente
         Instruções
     Comportamento
       Do Estudante

        Conseqüências
           (reforço)
a)      Diga “Toque a Boca”
b)      Diga “Toque o nariz”
c)      Diga “Toque a Boca”
d)     Diga “Toque o nariz”
e)      Diga“Toque o nariz”
a)   Toca a boca com muita atenção
b)  Toca o nariz com boa atenção
c)   Toca a boca com pouca atenção
d)  Toca o nariz com pouca atenção
e)   Não responde
a)      Excelente Reforço
b)      Bom reforço
c)      Um pequeno reforço
d)     Diga “Tente Novamente”
e)      Não recebe reforço, diga “Preste Atenção”.


1)   Antecedente

 O que é o antecedente?
Antecedente é o evento que acontece antes da ocorrência do comportamento que se quer substituir (o alvo). É o começo ou antecedente (O que você faz) para que o estudante responda. Pode ser uma pergunta, usar estimulação visual, sugerir ou evento.
 Incluindo: Circunstância geral a circunstância que produz o comportamento (Professora) o que o levou (Ordem dada “não”)

Porque o antecedente e importante?
A identificação é importante por duas razões: Pode ajudar a prodignosticar quando o comportamento pode ocorrer. Trocando o antecedente, você pode mudar o comportamento.

Há sempre um antecedente ao comportamento?
Sim. Mas nem sempre é fácil de se observar (como movimentos repetitivos com o corpo). Há uma razão por trás disso, mas pode ser difícil encontrar o que começa esta reação.


2)   Comportamento

O que é o comportamento?
O comportamento é a maneira como a criança age. Tudo que faz ou diz como falar, andar, comer, dormir. O comportamento se adquire, aprende e é mantido através de nossas interações do dia a dia. O meio ou o comportamento do estudante é como demonstra se responde ou não ao antecedente (ao estímulo anterior).
Nascemos com comportamentos básicos que são chamados reflexão do comportamento como chorar, sugar, reflexões motoras, etc. O que dizemos e fazemos é efeito do comportamento.
  • Comportamento Funcional: podemos não compreender e não gostar. Muitas vezes o comportamento serve como uma maneira de expressar.
  • Comportamento que não-Interferente: comportamento que não aceita interferir-se com o aprender comportamento apropriado.
  • Comportamento Inapropriado: pode ser trocado por comportamento apropriado.
  • Comportamento Comum que interfere incluindo ataques de fúria, self stimulatory, se agredir, agressão e outros.

Definindo O comportamento
Pra substituir o comportamento você deve primeiro definir o que espera que seja feito. É necessário separar os componentes que mostrem os detalhes da ação. Uma boa definição é importante para medir o comportamento.
Exemplo:
Uma definição ruim: Meu filho tem ataque de fúria quando ele fica nervoso
Uma boa definição: Meu filho se joga no chão, chuta, grita quando eu digo “não” a ele.

Medir o comportamento:
Medir o comportamento ajuda a determinar se o comportamento está aumentando, abaixando ou se está igual. Desta forma poderemos ver se o método está tendo efeito.
a)      Duas maneiras de medir o comportamento freqüência e duração:

Freqüência: O numero de vezes que o comportamento aconteceu
Duração: Quanto tempo para passar do começo ao final

b)      Freqüência e duração pedem ser registrado de muitas maneiras: dados, papel, vídeo, memória (não é o mais recomendado).

c)      Comportamento pode ser registrado em uma variação de tempo. Esse tempo pode variar de uma hora a um dia dependendo da natureza do comportamento. Os comportamentos freqüentes podem ser medidos somente uma hora por dia todos os dias ou nas mesmas circunstâncias

d)     Medir no curso de intervenção ocorre durante o início do tratamento, após o tratamento em ação e na sua continuação.

e)      Durante o tratamento dados são levantados para medir o progresso.Avaliar dados antigos é interessante para mensurar a afetividade.

f)       Continuação: dados são anotados para acessar generalizações, manter tratamentos e obter dados para montar gráficos comparativos.


Administrar o comportamento: Conseqüências positivas e negativas são oferecidas e usadas para reduzir comportamentos.
  •  Corrigir de mais
  • Punir
  • Castigo
  • Reforços diferentes
  • Praticar estímulos positivos

3)   Conseqüência

O que é conseqüência?
É o que acontece imediatamente depois do comportamento.O final ou conseqüência é a sua resposta ao comportamento do estudante.

É importante que você sempre mantenha simples, claros os processos com as três partes começo, meio e fim. Pode-se usar uma câmara de filmar para estudar os seus procedimentos. O seu reforço deve ocorrer imediatamente depois da resposta do estudante. Responder imediatamente vai ajudar a modelar o comportamento mostrando ao estudante se ele deu a resposta correta. Técnicas diferentes de reforço devem ser introduzidas para moldar o comportamento correto.

Exemplo:

a)      Marcelo está na escola. A professora pediu para ele entrar na fila junto com as outras crianças da classe.
b)      Marcelo bate na professora
c)      A professora levou as outras crianças e Marcelo ficou na classe com a ajudante

Qual e a conseqüência?
Conseqüência é o evento que segue o comportamento. Ela inclui reforço, castigo e ignorar o evento.
a)      Reforço: aumenta a probabilidade que o comportamento não vai mais ocorrer.
b)      O comportamento está aumentando para acessar um reforço positivo
c)      O comportamento está aumentando para acabar com um reforço negativo
d)     Castigo diminui a probabilidade que o comportamento ocorra de novo (não confunda com reforço negativo)
e)      Ignorar não muda a probabilidade da ocorrência do comportamento

Em geral: Se o comportamento segue uma conseqüência satisfatória tem mais probabilidade de acontecer de novo. O comportamento que não segue por conseqüências prazerosas tem menos probabilidade de acontecer novamente.
Lembrar-se deste principio é importante. Se você está ensinando e o comportamento positivo não aumenta, você não deve estar usando um reforço bom. Se você está tentando diminuir um comportamento e não está conseguindo as conseqüências não são efetivas.
O comportamento é mantido por três tipos de conseqüências:
a)      Atenção
b)      Escapar ou evitar a situação
c)      Recompensa evidente (brincar, doces).

Qual o procedimento correto?

A intenção de corrigir o procedimento é para ajudar a obter a resposta certa durante o processo.
Exemplo: O que é isso? (mostra a blusa)
O que é isso? (mostra o sapato)

Como lidar com comportamento negativo e falta de participação. 
Se você está lidando com estes tipos de comportamento provavelmente não achou um reforço que interesse ao estudante e o encoraje a completar as atividades. Tente analisar como foi o dia a dia do estudante. O que poderia ter causado este comportamento. Está evitando alguma coisa, querendo atenção, zangado com alguma situação.
  • Se estiver evitando por algum motivo será necessário ajudá-lo a superar isso com reforço positivo
  • Se estiver buscando atenção através de um comportamento inapropriado, lembre-se, não reforce este comportamento. Exemplo: Se durante uma seção de terapia ele chora, grita e você para a seção por isso, você o estará ensinando que, com este comportamento, vai conseguir acabar a seção. Mostre-se com um comportamento calmo, consistente, rígido. Mantenha-o ativo durante a seção e quando ele parar de gritar, chorar, dê um reforço. Assim ele aprende que, se parar de gritar, chorar ele ganha um reforço. Faça o possível para reforçar o bom comportamento. Diga o que espera dele como deve agir ao invés de dizer o que não espera. Isso o manterá concentrado no positivo. Evite dizer “não grite”, “não deite”, “não chore”. Ao invés diga “fale baixo”, “sente corretamente”, “sorria”. Ser positivo não quer dizer que deva aceitar um comportamento inadequado, somente que usa métodos positivos para reforçar o comportamento adequado.
  • Se estiver nervoso por algum motivo tente identificar a razão para esse nervosismo e ajudá-lo

Exercícios

  • Marcelo vai ao mercado com a mãe. No mercado ele vê um brinquedo que ele quer, mas a mãe diz que não pode levar. Marcelo se joga no chão e começa a gritar e se bater. Todos estão olhando e fazendo comentários. A mãe sem jeito e envergonhada dá o brinquedo para Marcelo se acalmar.
            Antecedente: A mãe diz que não pode levar o brinquedo
            Comportamento: O menino se joga no chão, começa a gritar e se bater.
            Conseqüência: Ganhou o brinquedo que queria e ficou quieto
            O que Marcelo aprendeu com essa experiência?

  • José quer ver TV. Mas ele já viu de manhã e seu pai esta controlando as horas que ele passa na televisão. Com isso o pai diz que ele não pode ver TV agora e oferece outra atividade. José grita se aranha, corre bate a cabeça na parede. O pai para acalmar José deixa-o assistir televisão por 30minutos
Antecedente: Quer ver TV, mas o pai diz que não pode.
Comportamento: grita se arranha, corre e bate a cabeça.
Conseqüências: O pai deixa-o ver televisão por 30 minutos

O que Jose aprendeu com isso?

Avaliação do comportamento
           
Manter uma avaliação do comportamento é muito importante para determinar áreas que se deve intervir.
Tipos de avaliação: IQ, linguagem, desenvolvimento, familiar, social. Observação(filmar). Entrevista (parente, professora), seção física (neurologista, sistema imunológico).
Avaliação do comportamento: Comportamentos em excessos os comportamentos que acontecem todos os dias ou muito intensos. Exemplos: self estimulatório comportamento, agressão, ataques de fúria.
Comportamento que está faltando: O que ocorre muito pouco sem freqüência, intenção. Exemplo: linguagem, comportamento social, se ajuda.

Áreas de comportamento normal: Comportamentos que ocorrem com a mesma intensidade em crianças da mesma idade.

Análise Funcional: Ajuda a achar a razão do comportamento. Quando se acha a razão de um comportamento pode-se substituí-lo por um comportamento mais aceitável. Pode ser ensinado para servir a mesma função.

Definir o comportamento: O que, onde, quem, quando, intensidade, como é, descreva a ação.
Obtenha a historia do comportamento. Quando começou, já aconteceu antes, quais são as circunstâncias. Tem uma época exata do ano que acontece isso ou evento, etc. Analise o antecedente e conseqüências. As circunstâncias que podem causar isso. Analise o ambiente. O seu desenvolvimento é apropriado. Está com saúde.
Destas informações o que pode concluir é qual a intenção do comportamento para o individuo. Tentar uma comunicação, aliviar estress, tentativa de socialização.

Alternativas para o comportamento: Substitua o comportamento inapropriado por um que seja mais apropriado. Deve-se ensinar o comportamento que seja apropriado usando os princípios básicos do comportamento (ABA). Algumas habilidades que podem ser ensinadas são: Comunicação (verbal-não verbal), habilidades sel-help, brincadeiras e exercícios físicos.

Mude o antecedente do comportamento Inapropriado: Se o comportamento inapropriado é para fugir de uma situação mude o antecedente. Pergunte a si mesmo:
  • A atividade e muito difícil?
  • O ambiente oferece muita estimulação?
  •  O ambiente é desagradável?
  •  Necessita de mais estrutura nas atividades?

Mude a conseqüência do comportamento inapropriado

Trabalhando as habilidades

Objetivos de vida

Independência

Objetivos em longo prazo
Eliminar comportamentos de interrupção
Aumentar Habilidade Social

Objetivos de prazos médios
  • Comunicação
  • Habilidades de auto ajuda
  • Controle pessoal
  • Adaptação do ambiente
  • Brincar
  • Linguagem
  • Brincar
  • Ter Perspectiva
 
Aumentar habilidades self help
Aumenta o rendimento escolar
  • Linguagem
  •  Habilidades específicas
  • Self Management
  • Linguagem
  • Fine motor
  • Habilidades acadêmicas
Objetivos em curto prazo
  • São objetivos pequenos e juntos construirão “Objetivos Intermediários”
  • Um exemplo: Objetivos pequenos para desenvolver a linguagem podem incluir o uso de sons específicos, palavras, gestos.
  • Pequenos objetivos podem ser ensinados com métodos do ABA
O comportamento é considerado dominado com 90% de precisão.

Outra intervenção Usada no ABA através de brincadeiras e atividades “Incidental Teaching”

É um protocolo sistemático de instruções proporcionado no contexto do ambiente natural (aquele que parece ser natural para a criança). Deverá ser abordado em circunstâncias em que se trabalha uma habilidade que se quer introduzir ou praticar. Exemplo imagine situações em que a criança possa aprender ou praticar a palavra “vai”. Se ela adora balanço pode utilizar esta atividade. Cada vez que ele estiver no balanço e você puxar use apalavra “vai” e insista para que ela seja repetida. É outra maneira de ensinar explorando atividades que a criança se interesse, expandindo sua iniciativa. Apesar de ser importante a iniciativa da criança, você deve planejar as atividades ou explorar os acontecimentos do dia a dia para ensinar ou praticar habilidades.
  • Explore os interesse com perguntas instrutivas e ofereça algumas pistas, se necessitar, para conseguir a resposta. Elabore a resposta para usar só uma palavra, depois comece a usar duas e, com o tempo, use frases.
  • Usar recompensas se necessário.(Interesse da criança = material para ensinar = recompensa)
  • Para aprender uma nova habilidade, o autista precisa praticá-la algumas vezes por dia. Reserve uma hora do dia para isso. Exemplo para ensinar cores separe as que quer ensinar (use carros com cores diferentes para ensinar a distinguí-las).
  • Tenha como meta algumas atividades. Atividades em excesso poderão desviar a atenção da criança.
  • Sessões individuais ou com outras crianças dependerão do que será trabalhado (sessão individual para atividades mais difíceis).
  • Planejar as brincadeiras para especificas habilidades que queira trabalhar (saiba aproveitar as oportunidades espontâneas quando estiver trabalhando com a criança e aquelas que surgem no dia-a-dia).

Alguns exemplos de como explorar “Incidental teaching”

  • Aprender nome de frutas: Na hora do lanche corte uma fruta em pedaços pequenos. Se o seu objetivo for ensinar “banana”, corte a banana. Pergunte se quer banana e dê a fruta ao falar o nome ou fazer um som parecido. Esse é o início para aprender sentenças como pedir: “Eu quero banana”.
  • Quando estiver assistindo TV, faça perguntas sobre o show que esteja vendo (O que aconteceu com o urso? Está triste porque? Quem roubou sua comida?), poderá dar pistas para obter respostas. Se estiver assistindo um vídeo poderá parar a cena, fazer perguntas e continuar o filme depois de obter resposta.
  • Para aprender a colocar a roupa você pode criar atividades que a criança goste como pintar: para pintar deve trocar de camisa que será usada para fazer aquela atividade. Ao completar vista outra roupa. Ou então ir brincar fora de casa, no quintal ou jardim: para fazer esta atividade deverá trocar de sapato: coloque um tênis, dentro de casa use um chinelo ou deixe ficar descalço.
  • Para praticar a troca de atividades e a esperar sua vez, use jogos que as crianças gostem e tenha que dividir. Acrescente perguntas e estimule a interação social.
  • Para ensinar formas (triângulo, quadrado) use blocos de madeira com formatos diferentes. Pergunte qual o formato que quer. Peça para dar um triângulo. Se não obtiver respostas você pode brincar nomeando as formas.
  • Para ensinar as partes do corpo use brinquedos que tenham que montar o corpo como quebra-cabeça, músicas infantis, por exemplo.
Fontes:  Autism Aspergers Digest Magazine (Jan/Fev. 2004) p.20-24
                 Autism Aspergers Digest Magazine ( Jul/Ago. 2003) p.20-24
                 http://www.users.qwest.net/~tbharris/aba_handbook.htm  
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