AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

AUTISMO E NUTRIÇÃO - BLOG Drª JAQUELINE ARAÚJO - http://nutricao.inf.br/category/autismo/

Muitos pesquisadores acreditam que os transtornos ASD sejam desencadeados por um processo auto-imunológico, afetando vários sistemas, incluindo o sistema gastro-intestinal, o cérebro e o fígado. Níveis significativamente elevados de auto-anticorpos contra diversos antígenos, incluindo a proteína básica da mielina (a abreviação PAM é usada em inglês), foram detectados em transtornos ASD. Estudos de endoscopia gastro-intestinal demonstraram um número significativo de esofagites, duodenites, colites e hiperplasias nodulares linfóides. A maioria destas crianças sofre de alergias ou sensibilidades a produtos lácteos. Mais de 90% delas têm demonstrado ter muito baixos níveis de sulfato. O fenol-sulfur-transferase (PST), que se acredita ser um mecanismo fundamental na desintoxicação, foi encontrado em quantidades muito baixas na maior parte dessas crianças. Descobriu-se que a glutationa peroxidase e o superóxido dismutase (importante em antioxidantes no mecanismo para inativar os radicais livres) eram significativamente mais baixos do que os controles. A glutationa é elaborada através três aminoácidos: cisteína ligada à glicina (Gly) e glutamina (Glu).  A glutationa  é a reciclagem primária de antioxidantes.  Normalmente, a produção é suficiente, mas se houver um problema, como o estresse oxidativo ou demandas de desintoxicação, poderá ocorrer aumento drástico da taxa de síntese de glutationa , usando rapidamente todos os fornecimentos de cisteína. É muito difícil de se testar a Glutationa com precisão.  O alpha-hidroxibutirato identifica o catabolismo da treonina e a síntese de glutationa. Se o alfa-hidroxibutirato encontrar-se elevado, pode-se identificar um aumento da produção de glutationa. O alpha-hidroxibutirato é lançado como um subproduto quando a cistationina é transformada em cisteína. A fim de manter o fornecimento de cisteína, a homocisteína é desviadoa da via de trans metilação que é utilizada na formação de metionina, a via trans-sulfuration é usada para formar cistationina e, eventualmente, glutationa. Assim, o aumento da utilização de glutationa afeta a produção de metionina, que é muito necessária e importante para as reações de metilação. Curiosamente, a produção de alfa-hidroxibutirato requer NADH, assim como a conversão de piruvato a lactato.
Jill James da Universidade de Arkansas Medical School verificou que crianças com autismo geralmente têm a produção de glutationa prejudicada. A descoberta ajuda a conectar a ligação entre autismo e mercúrio, porque o mercúrio é eliminado do organismo através da glutationa.  O mercúrio liga-se ao núcleo de enxofre que procura se livrar dele. Portanto, as crianças com autismo podem ter a exposição ao mercúrio igual aos outros, eles simplesmente não são capazes de eliminá-lo corretamente, acumulando-se. Dr. James descobriu que crianças com autismo apresentaram concentrações basais no plasma significativamente inferiores de metionina, SAM, homocisteína, cistationina, cisteína e glutationa total.
Alimentos fontes em glutationa: brócolis,abacate, espinafre, melancia, carnes cozidas e peixes, cebolas e alhos, e brotos de alfafa. Utilizar fontes alimentares de co Q10 pode ser interessante uma vez que o seu papel como antioxidante atuando principalmente no interior das mitocôndrias é inquestionável. Suas fontes são peixes, oleaginosas, brócolis e semente de gergelim. Selênio (castanha do Pará e oleaginosas) e Zinco(cereais integrais, semente de abóbora, oleaginosas, carne vermelha) também estão recomendados devido ao seu papel na formação da enzima glutationa peroxidase  e no amadurecimento de linfócitos no sistema imunológico, respectivamente.
Um nutriente natural é a única alternativa natural viável para tratar a glicação. Trata-se de um aminoácido dipeptídeo de ocorrência farta nos músculos e cérebro: a carnosina. Esse aminoácido se oferece como alvo para a glicação para a glicose e poupa outras proteínas de sofrerem esse processo. A carnosina também se liga a outras proteínas já glicadas nos tecidos, tornando-as mais fáceis de serem submetidas ao metabolismo e eliminadas, habilitando as estruturas teciduais a se manterem jovens e flexíveis.Dá para se afirmar que ao ter essa habilidade de prevenir a glicação e a formação dos malfadados AGEs (produtos finais de glicação), a carnosina é dos mais poderosos produtos anti-envelhecimento conhecidos na atualidade! A carnosina vai se reduzindo com o avançar da idade nos músculos e no cérebro, podendo chegar a menos de 40% de um indivíduo jovem após os 70 anos. Ao mesmo tempo em vai caindo a carnosina mais o corpo vai ficando vulnerável à reação química da glicação.
Nos anos recentes, pesquisas laboratoriais comprovaram que a carnosina:
1) Protege os olhos da glicação, e pode ser usada como tratamento e prevenção de catarata e perda visual em idosos;
2) Protege os vasos cerebrais mais tênues de danos que podem levar a doenças como Alzheimer, além de efetivar proteção contra ação tóxica de certos minerais tóxicos, formando com eles produtos inativos ou até mesmo novas substâncias antioxidantes;
3) Tem ação relaxante e de dilatação nos vasos sangüíneos, melhorando a oferta de sangue ao coração. Além disso, melhora a performance muscular cardíaca.
4) Previne o envelhecimento da pele por inibir o cross-link (ligação transversal) do colágeno e preservando sua elasticidade. Tem ação favorável na cicatrização por promover divisão celular;
5) É um poderoso antioxidante por ser ativo contra um dos piores tipos  de radicais livres, os radicais hidroxil; estabiliza a membrana celular e protege contra a ação dos radicais livres;
6) Pode prevenir os efeitos da nefropatia diabética;
7) Pode melhorar em grande medida a socialização e a comunicação de crianças autistas.
8) Pode bloquear a atividade da guanilato ciclase, enzima ligada a asma, enxaqueca e câncer;
9) Combate processos alérgicos.
CARNOSINA NO TRATAMENTO DO AUTISMO
Dr. Michael Chez de Lake Bluff, Illinois, terminou recentemente o primeiro estudo sobre esta substância. “Isto afeta a linguagem, a recepção de linguagem, contato de olho, a comunicação, que são os sintomas que as crianças com autismo apresentam,” disse Chez.
Durante um período 8 semanas, os estudos de Chez mostraram que a carnosina melhorou o comportamento e a comunicação em 16 por cento. A interação social melhorou em 27 por cento e, em apenas quatro semanas, os pais relataram uma melhoria geral de mais do que o dobro ao longo do estudo. Cada vez mais, as pesquisas mostram que os lóbulos frontais e os lóbulos temporais no cérebro controlam a emoção, a atividade epiléptica, o discurso cognitivo, expressivo, e o pensamento abstrato.  Chez disse que L-carnosina trabalha aparentemente na parte frontal do cérebro. Até agora, ele disse que o usou em aproximadamente 1.000 crianças, com uma taxa de êxito de 90 por cento. De acordo com o Dr. Chez, as crianças em seu estudo melhoraram na recepção da linguagem, no processamento auditivo, na socialização, na percepção das coisas ao redor, na coordenação motora fina e na linguagem expressiva.  As respostas ao suplemento foram observadas no período de 1 a 8 semanas.
Para crianças autistas, uma dosagem 400 mg de carnosina em combinação com 50-IU de vitamina E e 5 mg de zinco, duas vezes por dia. O zinco e a vitamina E são incluídos porque acredita-se que a adição de doses pequenas de zinco pode aumentar a ativação intracelular de L-Carnosina, e a vitamina E pode realçar propriedades neuro-protetoras antioxidantes de L-Carnosina. Em algumas crianças, a elevada dose pode superestimular os lóbulos frontais o que pode causar o aumento de irritabilidade, a hiperatividade ou a insônia já observadas em crianças autistas hiperativas. Com exceção disto, não existe nenhum efeito secundário.
OBS: Não faça auto-medicação! É importante a avaliação de um médico ou nutricionista para avaliar as necessidade desta suplementação.
O ácido tartárico é um composto formado por fungos existentes na flora intestinal alterada. Ele é tóxico para os músculos e em quantidades de 12 gramas pode ser fatal para seres humanos. É um composto análogo ao ácido málico, que é uma peça chave no ciclo de Krebs, que nos fornece energia. Acredita-se que o ácido tartárico iniba a ação do ácido málico no ciclo de Krebs, diminuindo a produção de energia. Dessa forma, uma suplementação com ácido málico pode suplantar o efeito do ácido tartárico permitindo o funcionamento regular do ciclo de Krebs. É possível que diversos metabólitos produzidos pelas leveduras, inibam o ciclo de Krebs e assim a produção de energia das células em geral.
A arabinose, um outro metabólito produzido pelas leveduras, muitas vezes é encontrado, em quantidades cerca de 40 vezes maior ao limite considerado normal, na urina de crianças autistas. Ela provavelmente reflete uma contaminação do organismo ao invés de apenas uma contaminação intestinal. A arabinose intestinal entra no corpo pelo sistema porta, indo ao fígado onde é transformada em arabitol. Portanto, o achado de arabinose na urina pode ser oriundo de uma infestação intestinal por cândida. A arabinose liga-se a lisina, a arginina, comprometendo a função destes aminoácidos e das proteínas aonde elas se encontram, inclusive de proteínas responsáveis pela interconexão dos neurônios. Este subproduto da arabinose, lisina e arginina é chamado de pentosidina. A arabinose inibe a neoglicogênese que é o processo de restabelecer as taxas de glicose sanguíneas quando elas estão baixas, propiciando a hipoglicemia. Antifúngicos podem ser eficazes Alguns produtos naturais também tem um poder antifúngico importante, como por exemplo, o alho e o ácido caprílico, que é encontrado na gordura do coco. O ácido caprílico (óleo de côco) é uma excelente opção para o tratamento dos fungos intestinais, uma vez que é um produto natural e de sabor agradável.
O lactobacillus acidophilus e outras bactérias da flora intestinal normal também podem ter um efeito no controle do aumento dos fungos intestinais.
Além disso, uma diminuição da sacarose alimentar é de grande importância no combate aos fungos. No caso de grandes infestações, as frutas deverão ser oferecidas ao autista separadas dos outros alimentos, para que a digestão seja mais eficiente, não sobrando restos de açúcar no intestino. Esse desequilíbrio intestinal muitas vezes ocorre pelo tratamento excessivo com antibióticos na primeira infância, que desequilibra a flora intestinal e permite o crescimento dos fungos. Entretanto, muitas vezes apenas um tratamento antibiótico já é suficiente para permitir o crescimento anormal de fungos intestinais. Na medida em que tanto a incidência precoce, como a alta frequência de infecções de ouvido são associados com a severidade maior de autismo, vale a pena investigar uma conexão entre autismo e leveduras. Muitas crianças com autismo se desenvolveram normalmente e depois regrediram. Esta regressão é associada frequentemente a ocorrência de candidíase e/ou ao uso freqüente de antibióticos. Esses metabólitos produzidos pelas leveduras intestinais estão também associados além do autismo a outras condições neurológicas como síndrome da fadiga crônica, na esquizofrenia, no transtorno do déficit da atenção, no lúpus eritematoso sistêmico, na síndrome do cólon irritável, na colite, na cistite intersticial, na depressão (unipolar e bipolar), na esclerose múltipla, e na infecção de HIV. Essas doenças essas doenças não são causadas por microorganismos gastrintestinais anormais, mas alguns dos sintomas provavelmente são exacerbados por este problema e em muitas destas circunstâncias, é certamente possível que haja uma relação de causa e efeito. Os fatores que influenciam o desencadear do autismo nestas condições provavelmente incluem os níveis dos produtos tóxicos presentes, como por exemplo, do ácido tartárico, o tempo de duração da exposição a estes produtos, o número de exposições, a idade da criança no momento da exposição e a facilidade ou não do organismo se desintoxicar destas substâncias. como o transtorno invasivo do desenvolvimento, as convulsões, as dificuldades de aprendizagem, ou outros distúrbios de linguagem. A Cândida é um dos fungos intestinais mais freqüentes, possui proteínas em sua superfície (antígenos) que são semelhantes a muitos tipos de tecidos humanos, podendo ser responsável pelo desencadeamento de uma resposta imune cruzada com a placenta, o ovário, a supra-renal, o timo, o fígado, o pâncreas, a bílis e o cérebro. Outros fatores modeladores importantes no autismo, e outras doenças relacionadas às levedura são as imunodeficiências, que são muito comuns no autismo e podem também estar presente em outros distúrbios. Alguns indivíduos podem ser tão imunodeficientes, que mesmo uma única exposição antibiótica pode alterar a flora intestinal significativamente. A própria candidíase, dependendo da cepa, pode produzir gliotoxinas, compostos que fragmentam o DNA dos glóbulos brancos do sangue, causando ou agravando a depressão do sistema imunológico. As toxinas ambientais, também podem ser importantes no enfraquecimento do sistema imunológico. Algumas vezes, na falha dos tratamentos naturais, é necessário fazer uso de drogas antifúngicas para o controle dos fungos intestinais. Provavelmente isso acontece quando o aporte de açúcar não foi corretamente reduzido, ou quando o sistema imunológico encontra-se enfraquecido.
A vitamina B12 é hidrossolúvel, não-sintetizada pelo organismo humano, presente em alimentos de origem animal. Sua deficiência é muito freqüente entre idosos, vegetarianos e indivíduos que adotam baixa dieta protéica ou apresentam problemas de absorção gastrintestinal como no Autismo. A deficiência de vitamina B12 leva a transtornos hematológicos, neurológicos e cardiovasculares, principalmente, por interferir no metabolismo da homocisteína (Hcy) e nas reações de metilação do organismo. Muitas vezes a deficiência pode permanecer assintomática por longos períodos, desencadeando uma deficiência crônica que, se mantida, pode levar a manifestações neurológicas irreversíveis.
A vitamina B12, ou cianocobalamina, faz parte de uma família de compostos denominados genericamente de cobalaminas. É uma vitamina hidrossolúvel, sintetizada exclusivamente por microrganismos, encontrada em praticamente todos os tecidos animais e estocada primariamente no fígado na forma de adenosilcobalamina. A fonte natural de vitamina B12 na dieta humana restringe-se a alimentos de origem animal, especialmente leite, carne e ovos.
O nome do grupo é cobalamina e ele pode apresentar diferentes ligantes, cada um conferindo um nome diferente: metil (metilcobalamina), hidroxil (hidrocobalamina), água (aquacobalamina), cianeto (cianocobalamina) e S-deoxiadenosina (deoxiadenosilcobalamina). Quimicamente, o termo vitamina B12 refere-se a hidroxicobalamina ou cianocobalamina, ainda que genericamente seja aplicado para todas as formas de cobalamina. A forma predominante no soro é a metilcobalamina, e no citosol, a adenosilcobalamina
A Metilcocalamina nos fornece grupo de Metil à faixa de mielina que isola as fibras nervosas e regenera danos nos neurônios. Numa deficiência de B12, os ácidos graxos tóxicos destroem essa faixa de mielina. As boas notícias são que grandes doses de B12 podem repará-la.
A vitamina B12 tem, um importante papel nos glóbulos vermelhos, prevenindo e tratando a anemia, produzindo reações de metilação do DNA e de regulação do sistema imunitário.
A vitamina B12 é essencial em diversas reações bioquímicas na natureza, a maioria das quais implica redistribuição de hidrogênios e de carbonos. No organismo humano funciona como um co-fator essencial para duas enzimas: metionina sintase e L-metilmalonil-coA mutase, ambas direta ou indiretamente envolvidas no metabolismo da homocisteína (Hcy). A metionina sintetase promove a metilação da Hcy à metionina, tendo o 5-metiltetraidrofolato (5-MTHF) como doador de grupamento metil e a metilcobalamina como co-fator. Após a metilação da Hcy, a metionina formada é condensada com o trifosfato de adenosina (ATP), resultando na S-adenosilmetionina (SAM). Em seguida, por uma reação de desmetilação, forma-se a S-adenosil-homocisteína (SAH) com posterior hidrólise para liberar adenosina e Hcy, completando o ciclo. A metilação da Hcy serve para repor os estoques de SAM quando a metionina dietética estiver em baixos níveis. A SAM é o único doador de grupamentos metil para numerosas reações de metilação, incluindo algumas essenciais para a manutenção da mielina. Assim, além do aumento de Hcy, a deficiência de vitamina B12 causará diminuição da SAM e conseqüente redução de importantes reações de transmetilação do organismo, provocando defeitos desmielinizantes no sistema nervoso.
A deficiência de vitamina B12 inibe a função da metionina sintase e da L-metilmalonil-coA mutase, gerando Hcy e comprometendo as reações de metilação que levarão ao desenvolvimento de patologias principalmente cérebro e cardiovasculares de diferentes graus de severidade, podendo até mesmo tornarem-se irreversíveis. Além disso, deficiências subclínicas da vitamina B12 podem contribuir silenciosamente para problemas cardíacos e neurológicos, desde os de ordem sensoriais até os distúrbios psiquiátricos e da aprendizagem. Por estas razões, a suplementação de Metilcobalamina pode ser muito importante para diminuição de manifestações neurológicas no Autismo.
A infecção por cândida pode ser uma razão pelo qual muitas pessoas que seguem uma dieta bem equilibrada e balanceada pode ter deficiência de nutrientes essenciais, detectáveis com o estudo da biologia celular, através da avaliação quantitativa dos antioxidantes circulantes. A candida também pode passar para a corrente sanguínea. Quando a cândida coloniza o intestino, onde as contagens de substâncias chamadas enzimas necessárias para digerir e assimilar o alimento, esta função essencial é inibida. Isso resulta em uma digestão mais lenta, intolerância alimentar, distensao abdominal e outros sintomas que afetam o sistema digestivo. O crescimento excessivo desses parasitas intestinais interferem na absorção e metabolismo de nutrientes essenciais, aminoácidos, vitaminas e minerais.
Refletindo sobre as funções do intestino, se pode entender como a cândida pode causar alergias alimentares e por causa da estreita relação entre o sistema intestinal, endócrina imunológico e nervoso, os sintomas, como depressão, síndrome pré-menstrual, alopecia, insônia, distúrbios digestivos, alergias, dermatites , psoríase, doenças auto-imunes e assim por diante. Existem muitas causas da candidíase: a partir de disbiose, um sistema imunitário enfraquecido (antibióticos, vacinas, doenças debilitantes, metais pesados etc)
A principal causa de início de candidíase é a alimentação, que provoca disbiose. Todos os protocolos tem em comum, o tratamento da disbiose e alergias alimentares, a tentativa de eliminar as toxinas e uma alimentação adequada. Geralmente deve ser eliminado as leveduras, açúcares refinados, bebidas como cola e refrigerantes em geral, álcool, corantes e conservantes.
Encontrou uma possível ligação entre Autismo e Cândida. Mais especificamente, verificou-se que pacientes com aumento da permeabilidade intestinal, especialmente as crianças com autismo, tem uma maior concentração de anti-gliadina e anti-caseína no soro, do que a população normal e uma maior quantidade de peptídeos como a gliadinomorfina e a caseomorfina na urina de 24 horas. Isto confirma a passagem dessas moléculas através da barreira da mucosa intestinal, porque normalmente você não encontra qualquer vestígio desta substância a nível sanguíneo nem no trato urinário. A base de muitos distúrbios causados por candidíase sistêmica, é um um aumento da permeabilidade da mucosa intestinal, o que leva à passagem de macromoléculas de origem protéica o que não ocorre quando a barreira está intacta.
Reações IgE, Recebe também o nome de imediata ou hipersensibilidade anafilática leva de 15 a 30 minutos para o período de exposição ao antígeno. Testes improvisados tradicionais identifica sinais de IgE como pólen, frutos do mar ou amendoim que podem causar sintomas que variam de urticárias a choque anafiláticos que podem ser letais. É caracterizada principalmente pelo fato de ser mediada pela imunoglobulina IgE, que possui receptores específicos nos mastócitos (principal componente celular). Em uma segunda exposição do alergeno, ocorre uma ligação cruzada do receptor Fc do IgE que estimula a liberação de grânulos pelo mastócito, causando a reação alérgica. Esse tipo de reação pode ser tratado principalmente com anti-histamínicos.
Reações IgG são reações de alergia tardias. Se eles acontecerem mais de duas horas depois de ingerir um alimento, podem ser o resultado de imunoglobulina G (IgG). Reações de IgG podem causar sintomas como perturbações de sono, urina na cama subseqüente, sinusite otite ou mau humor. Algumas pessoas dizem que testes de IgG não são confiáveis, mas o resultado pode prover informação sobre alimentos que estão aborrecendo o sistema imunológico de sua criança
Reação a glúten ou caseína pode aparecer em teste de sangue IgG principalmente em crianças autistas ou com outros transtornos do desenvolvimento. Essa chamada erroneamente de alergia”está mais relacionada a dificuldades na digestão
que  pode ter várias causas como por exemplo um intestino imaturo em crianças, uso de antibióticos, alteração da permeabilidade intestinal e da capacidade do sistema digestivo de fragmentar peptídeos como o glúten e a caseína, fazendo com que essas proteínas atravessem a barreira intestinal em cadeias protéicas maiores do que o normal e entrem inteiras na circulação sanguínea. Estas proteínas parcialmente digeridas apresentam configurações que imitam moléculas complexas como a endorfina, que é um neurotransmissor utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso e uma das suas atuações é agir como analgésico e até mesmo desconecção com o mundo no caso dos autistas. É comum em muitos autistas, apresentarem uma ausência ou deficiência da enzima dipeptidil-peptidade 4 (DPP 4) que é responsável pela quebra destes peptídeos no intestino. A enzima DPP 4 é sensível ao mercúrio e aos  organofosforados tendo sua função diminuída devido a estas substâncias. A Digestão incompleta pode causar alergias alimentares.Alimentos digeridos inadequadamente, além de perder algumas de suas substâncias, podem ter suas moléculas absorvidas inapropriadamente pela circulação sistêmica. E isto pode desencadear uma série de doenças e desenvolver vários tipos de alergias alimentares.
O consumo suplementar de enzimas digestivas e lactobacillus auxilia no tratamento.
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