AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

terça-feira, 27 de março de 2012

INICIANDO O USO DA TESOURA - http://autismoencanta.wordpress.com/category/autismo/gestao-de-familias/

1. Identificar a função da tesoura. Apresente a tesoura
  • Quando começamos a trabalhar com a tesoura ela deve ser sem ponta, pontas arredondadas
  • Observe como cada criança reage frente à tesoura. Algumas já sabem que serve para recortar e abrem usando as duas mãos
Muito fofo, né? Repare seu bracinho em pronação ( virado para baixo), é o padrão inicial dos membros superiores, tudo funciona como se fosse um bloquinho. Nõ há dissociação de punho e antebraço.
  • Está numa posição simétrica, usando as duas mãos com o mesmo movimento, completamente concentrado em sua atividade     
                                                                
  • Algumas crianças tem medo porque pode lembrar o cortar o cabelo, cortar as unhas
  • Nesse caso brinque com a tesoura de um jeito animado, use como se fosse óculos
  • Para fazer essa aproximação.  Funciona!
  • É incrível como não existe foto na internet, eu tive que desenhar, kkkk
    É incrível como não existe foto na internet, eu tive que desenhar, kkkk
                                                                               Pessoas queridas, sabem o que é conhecimento tácito Conhecimento tácito é aquele que o indivíduo adquiriu ao longo da vida, pela experiência. Geralmente é difícil de ser formalizado ou explicado a outra pessoa, pois é subjetivo e inerente às habilidades de uma pessoa. A palavra “tácito” vem do latim tacitus que significa “que cala, silencioso”, aplicando-se a algo que não pode ou não precisa ser falado ou expresso por palavras.
  • Pois é, eu faço assim e você pode ter o seu jeito, que dará certo,  
  • Eu pego a tesoura e com uma voz engraçada, falo _” olá!! que tal pegar a tesoura? ou OOOOOOi!!! ou Gostou do meu óculos, hahaha e solto a tesoura, displicentemente encorajando a criança a toca-la. Não peço, ofereço. ” se quiser pegar, aqui está a sua.
  • Se ela quiser, celebro demonstrando o quanto eu fiquei feliz por ela experimentar, tocar ou tentar
  • Se não quiser, OK. Você pode experimentar outra hora e continuo recortando alegremente. Observar é também aprender.
Outro dia estava com um amiguinho, ele manipulava pedaços de isopor que estavam numa caixa de papelão de TV.
Queria transformar a caixa num carro para que eu pudesse coloca-lo dentro e empurrar prá lá e prá cá, buscando a interação. Necas!!! não quis saber de carro, nem música de carro, nem VRUM, VRUM…..queria a gostosa sensação do isopor, juntei-me tranquilamente. Durante esse tempo, eu penso, sinto , olho para os lados pensando o que poderei fazer de legal quando ele me olhar, UAU! tesoura.
 
Peguei a tesoura e quando tive a oportunidade cortei um pedaço de isopor que pulou longe, e fiz um barulho TOIM! Ele adorou e cortei outro e outro e outro e TOIM, TOIM  até que ofereci a ela a tesoura.
 
Ele pegou e largou.
Fiz ela de óculos e falei -” OK, eu entendi que você não quer”  e continuei cortando e me deliciando com os olhares e sorrisos. Ai, ai…Ganhei o dia.
 
2. Posicionar de forma correta e mostrar como abre e fecha e a criança deixar invista na posição correta de preensão da tesoura. Polegar voltado para cima, dedo médio dentro e indicador apoiando por fora, ele é quem dá a direção.
    • Se a criança enfiar a tesoura até o final da base dos dedos que é muito comum e natural acontecer. Observe como dificulta a abertura e também exige muito mais esforço. Experimente você e veja a foto abaixo


Muitas vezes a criança não sabe qual o movimento deve fazer para abrir a tesoura. o fecha é bem mais fácil por causa das brincadeiras e vivências já experimentadas antes. Por exemplo, apertar uma bisnaga de água, apertar massinha.

  • Vocês já reparam numa criança começando a recortar, é muito engraçado! Ela a bre um pouquinho a tesoura, põe no papel “REESSSXX”  e rasga o resto….Recortar também é RITMO que ela ainda não tem. Abre e fecha, abre e fecha e assim sempre em frente.
  • Qual o brinquedo que faz a criança movimentar  a musculatura da mãozinha, a musculatura “do abrir” naturalmente? 
  • Podemos ajudar posicionando nossos dedos indicadores e polegar dentro da mão da criança, algumas e não raras vezes ela não permite…
                                                                                                                        Hum… que ferramenta interessante

3.Comece com uma tira fina de cartolina
  •  Segura a tira e diz “abre” e ajude a abrir,  você coloca a tira na tesoura e diz “fecha” e celebre o corte. Tarefa cumprida, o pedacinho foi cortado e a sensação de 100% está instalada na criança, UAU! é maravilhoso ver isso.
    Repita várias vezes, observe que a atividade é unimanual, a única preocupação da criança é dominar o movimento de abrir e fechar.
 
     Aproveite os pedaços picados para alguma colagem ou mesmo para coordenação viso motora, utilizando canetinhas hidrocor ou giz de cera, e peça para que pinte cada pedacinho de uma cor, tente e invente. O legal é o produto final.
 
 
4.Recortar franjas no papel fixado á  mesa, livremente, sem referências
 
Prenda o papel na mesa com fita crepe, mostre á criança que linda franja vamos fazer na “toalhinha de papel, rs”
 
 Nessa etapa começamos coordenar as duas mãos, uma mão segura a tesoura e a outra apóia o papel.
  •     Perceba que o ritmo ainda deve ser trabalhado, você dá as coordenadas, afastando ou aproximando o papel, por ex, um pic encosta na mesa, dois pics, encosta na mesa.
 
5. Você pode repetir a franja com referência de retas desenhadas. A criança deve cortar em cima das linhas.  É uma variação aumentando o grau de dificuldade.
• Como sabemos que a criança já é capaz de recortar com sucesso um pic, estaremos trabalhando com mais uma variável ou seja ela apenas se preocupará em o “cortar encima da reta”.
·        Dependendo da criança, essa reta poderá ser bem grossa ou bem fininha, o importante é que ela tenha sucesso ou perceba que consegue se sair bem.
 
. 6.Recorte de retas
 
  • Sempre inicio com anteparos, por ex., colando palitos de sorvete, fazendo um caminho, desenho uma reta dentro deste caminho e peço a criança que recorte na reta. Com isso conduzimos essa criança a não errar. Ela terá uma margem de segurança, a tesoura bate num palito, volta para a reta, dando a chance de correção.
  • Sem os anteparos , uso retas largas “uma faixa” e peço que recorte em cima da reta. Aos poucos vamos diminuindo a espessura desse traçado até chegar finalmente a reta fina
 
 
Depois de etapas tão detalhadas, deixar usar e abusar do recorte, para que um aprendizado seja integrado e a criança descubra as variações, possibilidades e gostosuras de recortar.
 
É muito comum a criança escolher uma figura para recortar e se muito empolgada….. e de repente, Xiiiii! arranca a cabeça da boneca, ou corta a roda do carro, ou lá se vai o Bob Esponja.
  • Lembre-se que a criança quer a figura e não a perfeição, dependendo de como está sua destreza ao usar a tesoura, facilite.
  • Faça contornos espessos  com canetões em volta da figura para servir de referencia facilitando o desempenho e sucesso. 
Algumas fotos com algumas observações
  • Olhe, o polegar sempre prá cima
  • Pegue uma folha de sulfite e veja o que acontece quando colocamos o polegar para baixo e para cima e me mande um comentário
 
 
                                                                                    Depois que a criança entende como deve fazer ela arruma a posição mais confortável para conseguir
                                                            Tesoura alicate, com abertura passiva. A criança só precisa fechar. è o mesmo movimento de apertar a bisnaga para brincar de espirrar água.
Existem outras etapas no meio dessas, no convívio com as crianças vamos descobrindo estratégias de tornar a atividade mais interessante e divertida.
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