AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Caretas e emoções na tela

Pesquisadores de Portugal e Estados Unidos criam jogo virtual interativo para desenvolver, em crianças com autismo, a habilidade de comunicação e reconhecimento das emoções por meio de expressões faciais.
Por: Sofia Moutinho
Publicado em 11/10/2011 | Atualizado em 11/10/2011
Caretas e emoções na tela
Na tela sensível ao toque, as crianças com autismo podem manipular cada expressão facial do personagem para melhor entender as próprias emoções. (foto: Instituto de Telecomunicações da Universidade do Porto)
Felicidade, tristeza, irritação, serenidade. Essas e outras emoções podem ser facilmente percebidas nas expressões faciais. No entanto, algo que parece natural para a maioria das pessoas, é um desafio para quem tem autismo. Pensando nisso, 30 pesquisadores das universidades do Porto, em Portugal, e de Austin, nos Estados Unidos, desenvolvem um jogo virtual interativo que pode ajudar crianças autistas a reconhecer e lidar com os sentimentos.
Batizado de LIFEisGAME (Learning of facial emotions using serious games), o jogo apresenta à criança um personagem que pode ter cada detalhe de suas expressões faciais manipulado pelo mouse ou pela ponta dos dedos, em uma tela sensível ao toque, como a dos tablets e smartphones.
A cada vez que a criança modela corretamente uma expressão pedida pelo jogo ou identifica um sentimento apresentado na tela, ganha pontos
A cada vez que a criança modela corretamente uma expressão pedida pelo jogo ou identifica um sentimento apresentado na tela, ganha pontos. A ideia é que, desse modo, ela desenvolva a habilidade de reconhecer emoções em si mesma e nos outros. 
“Pretendemos que a criança identifique as emoções básicas e consiga atribuir significado em função do contexto, ou seja, desenvolva cognição social”, diz um dos psicólogos responsáveis pela parte terapêutica do projeto, António Marques, da Universidade do Porto. 
Marques conta que as terapias tradicionais para autismo já trabalham com figuras e fotografias que representam as emoções, mas ressalta que o LIFEisGAME é mais dinâmico e permite mais usos.
“Com essa nova ferramenta, podemos, por exemplo, adaptar o nível do jogo ao nível de desenvolvimento da criança, medir de uma forma fácil o tempo que ela demora a identificar a expressão de uma emoção e ir progredindo no contexto terapêutico aumentando os níveis de dificuldade do jogo”, lista o psicólogo.

Confira um protótipo do jogo em funcionamento


Múltiplas possibilidades

Em sua versão atual, o jogo apresenta ao usuário a opção de escolher entre personagens em estilo cartoon e personagens mais realistas. Segundo outra psicóloga do projeto, Cristina Queirós, essa variedade é proposital e busca adequar o jogo ao perfil do jogador. 
“Em alguns casos, os personagens mais lúdicos podem facilitar a adesão da criança ao tratamento, em outros, o uso de personagens realistas facilita a generalização e transferência da aprendizagem para o contexto real”, explica.
Existe ainda a possibilidade de que o jogo seja modificado para funcionar como um espelho, que mostra ao jogador a sua própria face. A cientista da computação líder da parte tecnológica do projeto, Verónica Orvalho, da Universidade do Porto, afirma que estudos nesse sentido já estão sendo feitos.
“Com uma webcam poderemos mapear o rosto do usuário e transformá-lo em personagem tridimensional”, diz. “Assim, a criança poderá aprender a controlar suas expressões de modo divertido e sem estresse.”
“Os resultados que temos são ainda muito preliminares, mas esse primeiro protótipo foi muito bem acolhido pelas crianças e terapeutas”
No momento, o jogo está sendo testado por crianças com autismo da Associação Criar, em Portugal, e por famílias em Austin, nos Estados Unidos. Depois de pronto, o LIFEisGAME deve ser distribuído gratuitamente para ser usado em casa pelas crianças e familiares e também em sessões de terapia sob a supervisão de psicólogos.
“Os resultados que temos são ainda muito preliminares, mas esse primeiro protótipo foi muito bem acolhido pelas crianças e terapeutas”, antecipa o António Marques. “Não temos dúvidas de que será uma ferramenta muito importante na remediação desses déficits em crianças com autismo.”

Sofia MoutinhoCiência Hoje On-line
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