AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

terça-feira, 3 de abril de 2012

SESSÕES SOLENES - Deputados e entidades apoiam proposta que dá proteção a pessoas com autismo


Brasília, terça-feira, 3 de abril de 2012 - Ano 13 Nº 2759

Sessão Solene


Deputados e representantes de organizações não governamentais pediram ontem a aprovação, pela Câmara, do Projeto de Lei 1631/11, do Senado, que cria política de proteção dos direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência. Atualmente, por não ser considerado deficiente, o autista não consegue ser atendido no Sistema Público de Saúde (SUS).

A proposta, aprovada em 28 de março pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, ainda depende de análise de outras duas comissões e do Plenário. O projeto foi lembrado em sessão solene que comemorou o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo (2 de abril).

“Vamos pedir a prevalência da proposta na Comissão de Seguridade Social e Família, que é a próxima a analisá-la, e também conversar com o presidente da Casa, para que tenhamos o projeto apreciado o mais rapidamente possível”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão.

Transtorno - O autismo é um transtorno neurológico que afeta o indivíduo em três áreas: interação social, comunicação e imaginação. Não se conhecem exatamente suas causas, mas os sintomas costumam aparecer antes dos três anos de idade. O portador tem dificuldade em manter contato social, comunicar-se espontaneamente e realizar tarefas cotidianas. A linguagem é atrasada ou, nos casos mais graves, não se manifesta. O comportamento tende a ser repetitivo em áreas de interesse.

Estima-se que haja 2 milhões de autistas no Brasil, muitas vezes não diagnosticados. A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que sugeriu a sessão, reclamou da falta de políticas públicas relacionadas ao problema.

“No País, não existe diagnóstico precoce na rede pública de saúde, a família não recebe apoio psicológico adequado”, observou, em mensagem lida no Plenário. A consequência é que os autistas – em sua maioria do sexo masculino – são mantidos segregados por suas famílias.

Na opinião do deputado Policarpo (PT-DF), que relatou o PL 1631/11 na Comissão de Trabalho, o dia 2 de abril é importante para derrubar mitos que cercam o autismo, como o de que essas pessoas vivem em um mundo próprio, sem entender o que ocorre ao seu redor.

“Ao assegurar direitos, o projeto de lei contribui para diminuir o preconceito. O tratamento precoce tem resultados promissores, e a inclusão escolar é fundamental para desenvolvimento das habilidades dos autistas”, observou.

Centros - Por sua vez, a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) sugeriu que se aumente o orçamento destinado à saúde mental. No caso dos autistas, ressaltou, faltam investimentos em centros de tratamento com fonoaudiólogos, terapeutas, psicólogos, neurologistas, psiquiatras e nutricionistas.

Em mensagem lida na sessão pelo deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), o presidente da Câmara, Marco Maia, destacou a importância do envolvimento do Parlamento na questão. “Democracia não é apenas a obediência às maiorias. A democracia talvez seja melhor descrita como o respeito às minorias”, disse.

Iluminação - Para marcar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, estava prevista para a noite de ontem a iluminação especial, em tons de azul, de alguns dos principais cartões-postais do País.

A iniciativa teve o objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

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