AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dicas Úteis - Férias de Natal com crianças especiais

Ah, as férias de Natal! Refeições especiais. Encontros familiares especiais. E, claro, nossas crianças especiais! Muitas vezes, entramos nas férias, esperando o melhor - mas não dedicamos o tempo suficiente antes para nos certificarmos que este tempo de celebração realmente será uma celebração para nós e para nossos filhos "especiais". Muitos de nós, parecem participantes inconscientes em pelo menos, uma destas situações que normalmente ocorrem durante a época festiva .


A maioria fica em sobressalto quando o nosso filho especial está a ter colapsos a mais. Quando os membros da família parecem desconfortáveis ou perdidos. Ou quando nós, nos sentimos stressados ou esgotados.

Podemos culpar a agitação das férias, mas, na realidade, não são as férias que causam esta dificuldade, são as armadilhas em que inequivocamente acabamos por cair.E esta é uma grande notícia, porque significa, que os nossos desafios são evitáveis!

Repare agora nos 10 mais frequentes razões pelas quais entramos em stress durante as férias e veja como evita-las. Estará agradecendo-se a partir de agora até o Ano Novo!

1.Parar as estereotipias do seu filho ("ismos")
Dada a mudança de rotina nas férias, este é o momento mais importante para que os nossos filhos tenham permissão para auto-regular e lidar com o ambiente. Sabemos que os ismos são de extrema importancia para os nossos filhos e para o seu sistema nervoso. O ideal, obviamente, seria podermos juntar-nos aos ismos dos nossos filhos. Mas, mesmo durante as férias, quando não somos capazes de nos juntar aos seus comportamentos repetitivos, podemos deixar os nossos filhos faze-lo livremente. E quando fazemos isso, todos ganham!
2.Alimentação do seu filho!
Sim, são as férias de Natal. Doçarias,todo tipo de comida cheia de gluten e caseina, alimentos em abundância. Pode ser tentador permitir que nossos filhos participem neste festim de comidas. Poderíamos pensar que será mais fácil deixar que eles comam apenas desta vez. Deixem-me assegurar-vos: não vai ser mais fácil! Há uma série de alimentos que sabemos que não vão ser devidamente processados pelas nossas crianças. Sim, nos primeiros minutos parece que, se permitirmos que comam de tudo, será mais fácil. Mas poucos minutos depois ... vemos que não é assim!! As crises, o excesso de comida que comem, os comportamentos desafiadores as diarreias ou obstipação com que ficarão depois, não valerá a pena. Decidir por antecipação, manter estes alimentos longe de nossos filhos ou - melhor ainda - não tê-los de todo fará a experiência das férias, um milhão de vezes mais fácil.
3.Surpreender o seu filho
Às vezes, podemos estar tão ocupados a planear e a preparar um passeio  (por exemplo, ida a casa da avô) ou uma actividade (por exemplo, fazer a árvore de Natal) que nos esquecemos de avisar um participante crucial: nosso filho especial. Embora a nossa intenção seja de não surpreender o nosso filho, isto é muitas vezes o que acontece quando vamos para um passeio ou iniciamos uma actividade pois não explicamos tudo o que vai acontecer com a devida antecedência. Mesmo para os nossos filhos não-verbais, explicar com antecedência o que vai acontecer e que vai ser divertido para eles, minimizará muitos acessos de raiva e maximizará a cooperação.
4.Dar alternativas
É muito comum festejarmos esta época festiva em casa de familiares. Por norma, esperamos que tudo corra da melhor forma, e pensamos que infelizmente não temos muito controle sobre o assunto, que apenas dependerá da predisposição do nosso filho. Mas a verdade é que, NÓS temos o controlo! Mas o que fazemos! Podemos designar, com antecedência, uma sala calma ou espaço onde o nosso filho pode ir descomprimir e acalmar, pois nestas alturas o excesso de estimulos sensoriais existentes é sobre-estimulante para eles. De vez em quando, pode realmente ajudar levarmos o nosso filho para esta sala e passar algum tempo com ele/ela.
5.Focar em parar comportamentos desafiadores
Por norma, e maioritariamente, reagimos mal quando os nossos filhos se comportam de uma maneira desafiadora. Preocupamo-nos com isso, olhamos para ele, e tentamos impedi-lo assim que acontece. Ironicamente, isso coloca todo o foco sobre o que NÃO queremos dos nossos filhos. Se não queremos que nossos filhos batam, por exemplo, com foco em "não bater" pode realmente originar mais bater. Em vez disso, podemos celebrar cada vez que as nossas crianças façam algo que nós queremos. Se temos uma criança que às vezes bate, pode fazer uma enorme diferença procurar activamente qualquer momento em que o nosso filho é carinhoso e meigo -e festejar loucamente!
6.Dar um presente muito estimulante
Claro, temos muito prazer no momento de dar presentes aos nossos filhos. Mas quando se trata das nossas crianças especiais, queremos ser especialmente conscientes relativamente ao tipo de presente que vamos dar. Se damos um presente com luzes a piscar e que emite um sinal sonoro alto, estamos " a pedir" um comportamento desafiador mais tarde. Devemos perder algum tempo e avaliar com sinceridade se o presente que estamos a pensar dar não terá estimulos a mais que contribuirão para um excesso de estimulação dos nossos filhos que são já tão sensíveis a nivel sensoriais.
7.Deixando nossas crianças fora do processo de Dar
Nós pensamos sempre no nosso filho especial ao comprar presentes. Mas pensamos na nossa criança especial como um doador potencial de presentes? Pensar noutras pessoas - o que eles querem, o que poderíamos fazer por eles - é um elemento essencial da socialização que queremos que nossos filhos aprendam. As férias natalicias proporcionam a oportunidade perfeita para isso! Podemos, com antecedência, estar com o nosso filho especial e ajudá-lo a criar algo para uma ou mais das pessoas especiais na sua vida. (Estes presentes e atividades podem variar de muito simples a mais complexas, dependendo do nível de desenvolvimento do nosso filho.) Então, no dia de dar presentes, podemos convidar nossa criança especial para entregar (o melhor que ele ou ela pode) todos os presentes que ele ou ela fez.
8.Esperar que a sua família  "entenda"
Muitos de nós, às vezes, sentimo-nos frustrados com alguns membros da nossa família por não serem mais compreensivos e sensíveis quando se trata do nosso filho especial. Mas, lembre-se, se os membros da nossa família não vivem com o nosso filho, eles não vão "entender". Ao levarmos as nossas crianças especiais a casa de familiares para as comemorações natalicias ou para uma visita, podemos, antes de ir, enviar e-mails a explicar o que eles podem fazer para tornar a visita mais agradável para nós e nossos filhos. Podemos aproveitar esta oportunidade para explicar porque é que súbitos ruídos altos podem ser problemáticos, ou dizer a todos a resposta a nossa criança gosta de ouvir quando ele ou ela faz a mesma pergunta repetidamente. Desta forma, podemos preparar tudo a favor do nosso filho.
9.Pensar que as atividades precisam acontecer fora de sua casa
Sabemos que as crianças do espectro do autismo fazem sempre melhor quando não estão sobre-estimulados por as muitas atracções, sons, cheiros e eventos imprevisíveis do mundo exterior. Assim, podemos criar experiências nas nossas casas que normalmente acontecem no exterior. Por exemplo, em vez de ir a um desfile de natal com um festival de luzes, podemos colocar luzes de Natal à volta da casa, desligar todas as luzes, e por a tocar música de Natal num volume que o seu filho suporte. Muitos preocupam-se com o facto de estarem a privar estas crianças de experiencias Natalicias divertidas, mas tenha em atenção que, de qualquer forma, quando os nossos filhos não conseguem digerir a experiência, eles não estão a ter a experiência divertida que queremos para eles. É por isso que, se nós podermos criar uma versão de fácil digestão da actividade dentro de casa, as nossas crianças podem realmente desfrutar da experiência. Assim, na verdade estamos a dar aos nossos filhos mais,e não menos
10.Ver o embrulho em vez do presente
Muitas vezes, ficamos presos nos acessórios das festas - a árvore, os presentes, os passeios que tem que ser feitos exatamente como planeado. Não há problema em arranjar coisas divertidas, mas lembre-se que estes são apenas enfeites. Eles não são o presente, eles são apenas o embrulho. O presente é nosso filho especial. O presente é a partilha calorosa com as pessoas que amamos. Em vez de usar as férias como um festival de planeamento, podemos usá-lo para ver a beleza na singularidade do nosso filho, para celebrar o que a nossa criança pode fazer, e sentir e incentivar a compaixão pela forma diferente com que a nossa criança vivencia o mundo.

Raun Kaufman
Son Rise Program
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