AUTISMO EM GOIÂNIA

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PALAVRAS DA FONOAUDIÓLOGA E MÃE MARILUCE

Eu não vou mudar meu filho porque é autista; eu prefiro mudar o mundo, e fazer um mundo melhor; pois é mais fácil meu filho entender o mundo, do que o mundo entender meu filho.

ESTOU SEMPRE NA BUSCA DE CONHECIMENTOS PARA AJUDAR MEU FILHO E PACIENTES. NÃO SOU ADEPTA DE NENHUM MÉTODO ESPECÍFICO, POIS PREFIRO ACREDITAR NOS SINAIS QUE CADA CRIANÇA DEMONSTRA. O MAIS IMPORTANTE É DEIXÁ-LOS SEREM CRIANÇAS, ACEITAR E AMAR O JEITO DIFERENTE DE SER DE CADA UM, POIS AFINAL; CADA CASO É UM CASO E PRECISAMOS RESPEITAR ESSAS DIFERENÇAS. COMPARAÇÃO? NÃO FAÇO NENHUMA. ISSO É SOFRIMENTO. MEU FILHO É ÚNICO, ASSIM COMO CADA PACIENTE.
SEMPRE REPASSO PARA OS PAIS - INFORMAÇÕES, ESTRATÉGIAS, ACOMODAÇÕES E PEÇO GENTILMENTE QUE "ESTUDEM" E NÃO FIQUEM SE LUDIBRIANDO COM "ESTÓRIAS" FANTASIOSAS DA INTERNET. PREFIRO VIVER O DIA APÓS DIA COM A CERTEZA DE QUE FAÇO O MELHOR PARA MEU FILHO E PACIENTES E QUE POSSO CONTAR COM OS MELHORES TERAPEUTAS - OS PAIS.

Por Mariluce Caetano Barbosa




COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Comece por você, se reeduque, pois daqui pra frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

INTEGRAÇÃO BILATERAL E SEQUENCIAMENTO (IBS)



Integração bilateral é a habilidade do dois lados do corpo de trabalharem de forma conjunta e harmoniosa para o desempenho de tarefas. Precisamos de boa integração bilateral para que possamos desempenhar tarefas como cortar, escrever, pular, copiar da lousa, etc. O ponto que mais chama a atenção na integração bilateral é a habilidade de um lado do corpo funcionar como dominante, enquanto o outro funciona como auxiliar. Essa habilidade está mais ou menos desenvolvida por volta dos 4 anos de idade, quando a dominância lateral já se encontra estabelecida mas continua a ser refinada pelo resto da vida. Inclui muito mais que a simples habilidade das mãos trabalharem em conjunto; inclui a binocularidade, ou habilidade dos olhos trabalharem em conjunto, dos pés poderem trabalhar isolada ou conjuntamente para os diversos tipos de pulos e atividades físicas.
Estudos recentes mostram que dificuldade em sequenciamento vem frequentemente associada à dificuldade em integração bilateral. Isto quer dizer que a criança tem dificuldade em desempenhar atividades que dependem de uma sequência tais como, contar, dizer o alfabeto, pular amarelinha, executar pulos simétricos. Muitas vezes, como bebê, essa criança não engatinhou; tem má consciência corporal, frequentemente tem dificuldade no uso de “ferramentas” tais como tesoura, utensílios, lápis; tem dificuldade em se organizar para executar as tarefas. Quando aprende a ser organizada torna-se completamente dependente dessa estrutura para funcionar no ambiente.
Quando a criança tem dificuldade em integração bilateral e sequenciamento (IBS). Geralmente não usa consistementemente a mesma mão para executar a mesma tarefa. Às vezes corta com a direita, às vezes com a esquerda. Falta uma qualidade de harmonia e fluidez a seus movimentos.
O que se pode observar na criança com dificuldade em atingir boa integração bilateral e sequenciamento:
• Troca frequente de mão usada para a atividade, usando muitas vezes a mão mais próxima do objeto para manuseá-lo
• Dominância lateral estabelecida mais tarde que o normal
• Dominância lateral estabelecida cedo demais, com rigidez excessiva
• Uma mão que permanece esquecida enquanto a outra executa a atividade
• Ajustes posturais frequentes evitando cruzar a linha média do corpo; isto quer dizer que a criança mexe seu corpo para evitar cruzar a linha média. Por exemplo, quando nós fixamos o papel sobre a mesa, a criança muda a posição de seu próprio corpo para evitar cruzar a linha média
• Dificuldade em pular, correr, pegar bolas que são atiradas
• Dificuldade em copiar da lousa, perdendo-se frequentemente
• Não consegue fazer atividades que envolvem vários passos sem interrupção (ex., contar, dizer o alfabeto, pular amarelinha)
• Espelhamento de letras na escrita e inversão de sons na fala
• Dificuldade em colocar a acentuação na linguagem falada
• Piscar excessivo quando segue objetos visualmente

• Confusão ao apontar direita e esquerda em si mesma ou copiar movimentos espelhados. É preciso lembrar que crianças pequenas não tem ainda essa habilidade.
Não é necessário que todos esses ítens estejam presentes para caracterizar um distúrbio de integração bilateral e sequenciamento. Existem testes específicos para se fazer esse diagnóstico.
Embora este não seja o problema mais severo dentro da integração sensorial, tem uma repercussão mais direta no trabalho escolar, tanto na parte propriamente acadêmica quanto nas atividades de educação física.
COMO AJUDAR SEU FILHO A SUPERAR AS DIFICULDADES
Existe uma sequência lógica no desenvolvimento de integração bilateral e sequenciamento (BIS). Inicialmente a criança desenvolve a habilidade de usar as duas mãos em conjunto para fazer a mesma coisa; como exemplo, usa as duas mãos para pegar uma bola, pula com os dois pés juntos. Eventualmente, progride até o ponto em que uma mão age como principal e outra como estabilizadora.
Algumas atividades que você pode fazer com sua criança:
• Pegar a bola com as duas mãos juntas; invente jogos em que se perde pontos quando se usa uma mão só.
• Jogar basquete usando um cesto ou balde como alvo: mudar o alvo de lugar várias vezes. Usar bolas grandes e de preferência pesadas para “forçar” a criança a usar as duas mãos para atirar. Inicie com um alvo fácil para que a criança não desanime.
• Fazer desenho com as duas mãos ao mesmo tempo na lousa, na calçada ou no quadro branco. Por ex., desenhar uma borboleta; você desenha o corpo e a criança faz as asas usando as duas mãos.
• Desenhar estradas e caminhos no chão ou na areia e seguir com carrinhos .
• Seguir uma “corrida de obstáculos”. Ajude a criança a inventar uma estória (geral- mente sequenciar os passos para formar uma estória é uma das dificuldades.) Por ex., vai ajudar a salvar as joias da rainha; esconda joias plásticas em lugares difíceis de serem atingidos e invente com a criança um caminho para chegar até lá. Terá de pular um rio, escalar uma montanha, passar por um túnel (embaixo de uma cadeira), etc. Puxe pela imaginação da criança.
• Tente contar uma estória curta e ver se a criança é capaz de lembrar dos detalhes na ordem certa. Use mímica para ajudá-la a lembrar os detalhes se estiver tendo dificuldade.
• Faça a “dança dos índios”. Terá de pular com os dois pés juntos, bater o rítmo com palmas ou em um tambor, pandeiro, etc. A criança precisa de muitas tarefas que envolvam imitação e é mais fácil começar com as que precisam de imitação no uso de seu próprio corpo e gradualmente progredir para tarefas em que imita linhas, desenhos, etc.
• Faça dois buracos em uma caixa de sapatos, grandes o suficiente para caber as mãos da criança. Dê-lhe um objeto em cada mão e faça com que identifique, veja se são iguais, etc.
• Faça brincadeiras que exijam sequenciamento. Tente incluir passos que precisam ser sequenciados, tais como pular 3 vezes, bater palmas, duas vezes, pular 3 vezes de novo, etc.
• Corridas de saco são boas atividades para usar o pular com os dois pés ao mesmo tempo.
• O parquinho oferece boa oportunidade para atividades bilaterais e sequências projetadas. Observe primeiro quais os brinquedos que a criança escolhe espontanea-mente. Depois, examine as características das que não escolhe nunca (trepa-trepa, jungle gym?) e veja como pode dividir em passos simples para ajudar a conseguir.
• Se você tiver almofadas ou um colchão velho sobre o qual a criança possa pular, ofereça essa oportunidade, que é muito rica no desenvolvimento do esquema corporal.

Preparado por Heloiza Maria Zanella-Goodrich, M.A.,OTR
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